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Notebook com o Playbook 2.0 da InChurch, sobre rochas e diante de uma esfera âmbar
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Playbook 2.0 · InChurch

Design que
chega à
produção.

Contexto, Design System, agentes e código para transformar a evolução de um SaaS B2B em uma capacidade contínua de entrega.

Conhecer o projeto

O projeto em quatro perguntas

Problema. Decisão.
Evidência.

01

Qual era o problema?

Conhecimento fragmentado e desalinhamento entre design, documentação e código.

02

Qual foi minha contribuição?

Diagnostiquei o gargalo, propus o Playbook e estruturei a arquitetura de contexto.

03

Quais decisões tomei?

Conectar regras e decisões à entrega; manter supervisão humana sobre agentes e produção.

04

O que foi entregue?

DSV3 em produção, três idiomas, light e dark, agentes e entregas rastreáveis.

SaaS B2B · Design Ops · AI Product Building

De redesign recorrente
a uma capacidade contínua de entrega.

Produto
SaaS B2B white-label para igrejas
Papel
Product Designer, AI Builder & Design Ops
Duração
6 meses
Status
Em produção

A InChurch é um SaaS B2B white-label utilizado por igrejas de diferentes portes. Segundo a empresa, suas soluções atendem mais de 45 mil igrejas em 32 países.

Escala da operação, não resultado atribuído a este projeto. Fonte: InChurch · consultada em 1 de outubro de 2026.

A plataforma reúne módulos financeiros, gestão de pessoas e membros, ministério infantil, células, eventos, e-commerce e integrações. Uma alteração aparentemente simples podia afetar diferentes jornadas, regras de negócio, perfis de acesso e configurações de marca.

Com o crescimento da operação, também cresceu o custo de manter consistência entre experiência, Design System, documentação e código.

Minha atuação

Diagnóstico, estratégia, arquitetura de contexto, UX, governança e validação.

Dados e artefatos sanitizados.

“Design era visto como execução, não como estratégia.”Realidade pré-Playbook
Workspace de contexto e documentação do projeto Playbook 2.0
Contexto, regras e decisões conectados ao fluxo de entrega.

01 / Playbook 2.0

O problema na ponta

Na ponta, o desalinhamento virava atrito.

No fluxo de doação pelo Totem, estados genéricos de processamento e erro deixavam o usuário sem saber se a operação havia sido concluída. A incerteza aumentava a busca por ajuda e a dependência da equipe da igreja.

Tornamos os estados mais explícitos, preservando velocidade sem comprometer segurança e compreensão.

02 / Playbook 2.0

Diagnóstico: de telas isoladas a um problema sistêmico

O gargalo não era desenhar. Era preservar contexto até a produção.

  • Conhecimento fragmentado
    Regras importantes viviam na memória de poucas pessoas.

  • Fontes de verdade concorrentes
    Figma, documentação, DS e código podiam representar versões diferentes da mesma decisão.

  • Baixa rastreabilidade
    Era difícil entender por que uma decisão existia e como deveria ser implementada.

  • Entrega dependente de alinhamento manual
    Cada nova iniciativa exigia reconstruir contexto.

06 / Playbook 2.0

Minha contribuição e autonomia

Nada chegava à produção sem o time.

  • diagnostiquei o gargalo sistêmico,
  • propus e defendi o Playbook 2.0,
  • estruturei a arquitetura de contexto,
  • estudei segurança, LLMs e orquestração,
  • participei da definição dos agentes,
  • conduzi ciclos de UX, validação e revisão,
  • conectei design, documentação e operação.

07 / Playbook 2.0

Decisões compartilhadas com Produto e Engenharia

  • outros designers contribuíram com execução e memória histórica,
  • Produto participou de priorização e refinamento,
  • Engenharia validou viabilidade, integração e produção,
  • decisões críticas permaneceram humanas.

03 / Playbook 2.0

A primeira resposta: Playbook 2.0

Antes de virar contexto para agentes, o Playbook foi contexto para o time.

Propus o Playbook 2.0 como uma fonte compartilhada de regras, decisões, padrões e critérios de qualidade.

A iniciativa foi abraçada pela liderança e recebeu apoio de uma nova frente de trabalho. Junto a outros dois designers, consolidamos conhecimentos que estavam distribuídos entre arquivos, processos e pessoas com diferentes tempos de casa.

O objetivo não era produzir mais documentação. Era construir uma base capaz de acompanhar a entrega e reduzir a perda de contexto entre produto, design e engenharia.

Não era apenas um “guia de estilos” bonito. Era um sistema operacional que responderia:

Como trabalhamos? Por quê? Quando? Com quem?

  • Design System Centralizado
    Componentes reutilizáveis, tokens de design, guidelines de acessibilidade em um único lugar. Mas mais importante: documentação que engenharia realmente usava.
  • Processos Padronizados
    Workflows claros para discovery, design, handoff e QA. Cada etapa tinha um “dono” e critérios de sucesso. O objetivo era reduzir alinhamentos recorrentes sobre “como fazer”.
  • Checklist de Qualidade 
    Critérios de acessibilidade, responsividade e alinhamento com a marca aplicados à revisão dos projetos. Não era sobre “confiar” – era sobre ter critérios objetivos.
  • IA como Copiloto (Figma Make & Manus AI)
    Utilizei IA para minerar dados e automatizar documentação, liberando meu tempo sênior para estratégia. IA não fez o trabalho ela amplificou minha capacidade de escalar.

04 / Playbook 2.0

A virada: do Playbook ao contexto executável

Documentar o contexto foi o começo. O próximo passo era torná-lo executável.

Como permitir que agentes trabalhassem com regras reais do produto sem perder segurança, consistência e supervisão humana?

05 / Playbook 2.0

A solução: Skynet como sistema de contexto

Uma camada compartilhada entre decisão, interface e código.

  • Brain: regras, decisões e memória do produto,
  • Body: produto, componentes e implementação,
  • Agentes: especialistas em interface, conteúdo, documentação e código,
  • Integrações: Jira, Figma e repositório,
  • Governança: permissões, revisão humana, testes e rastreabilidade.

O agente não decidia o que deveria ir para produção. Ele ampliava a capacidade de execução dentro de um contexto e de limites definidos pelo time.

08 / Playbook 2.0

Qualidade, segurança e produção

Automação com limites, testes e rastreabilidade.

  • Regras e estados: fluxos e exceções verificados,
  • Aderência ao DS: componentes, tokens, idiomas e modos,
  • Revisão humana: o time mantinha a decisão final,
  • Rastreabilidade: entregas ligadas às histórias e critérios no Jira.

09 / Playbook 2.0

Capacidade entregue e evidências

Evidências da transformação

Capacidade entregue

  • DSV3 em produção;
  • português, espanhol e inglês,
  • light e dark mode,
  • contexto legado incorporado,
  • agentes especializados;
  • integração com Jira e repositório,
  • entregas rastreáveis,
  • time de três designers operando o modelo.

10 / Playbook 2.0

Mudanças observadas

  • fricções antigas de UX passaram a ser tratadas em ciclos menores,
  • o time reduziu esforço manual na criação e documentação de telas,
  • design ganhou mais espaço para pesquisa, estratégia e decisão,
  • maior proximidade entre design e engenharia,
  • contexto deixou de depender exclusivamente da memória individual.

11 / Playbook 2.0

Indicadores ainda em mensuração

Estas medidas permanecem em acompanhamento. Não apresento percentuais de eficiência ou redução de retrabalho como resultados comprovados sem base e período definidos.

  • lead time,
  • retrabalho,
  • volume de tickets,
  • tempo de documentação,
  • divergências entre design e produção.

13 / Playbook 2.0

Evidências da transformação

  • DSV3 levado à produção com uma base compartilhada entre Design e Engenharia
  • Design System estruturado em português, espanhol e inglês
  • Experiência preparada para os modos light e dark
  • Regras, decisões e documentação conectadas ao fluxo de entrega
  • Agentes especializados trabalhando com contexto versionado e limites definidos
  • Entregas vinculadas às histórias e aos critérios registrados no Jira

14 / Playbook 2.0

O que este projeto me ensinou?

  • Automatizar antes de organizar o contexto apenas escala inconsistências.
  • IA amplia a execução, mas decisões críticas continuam exigindo repertório, responsabilidade e revisão humana.
  • Uma fonte de verdade só gera valor quando acompanha o trabalho até a produção.
  • Aproximar Design e Engenharia é mais importante do que aperfeiçoar arquivos isoladamente.
  • Senioridade também significa reconhecer limites, dividir a operação e construir capacidade com o time.
  • Documentação viva é mais valiosa do que documentação perfeita.

12 / Playbook 2.0

Encerramento

O resultado não foi apenas um novo Design System ou um conjunto de agentes.

Foi a criação de uma capacidade que a empresa perseguia havia anos: transformar contexto complexo em decisões consistentes e fazer essas decisões chegarem ao produto.

A principal mudança não foi desenhar mais rápido.

Foi permitir que design, produto e engenharia trabalhassem sobre a mesma realidade.

Timeline de evolução do Playbook e da capacidade de entrega
Evolução do projeto e das entregas.

Design, contexto e responsabilidade

Mais que desenhar telas.
Construir capacidade.

Identifiquei por que o redesign não chegava ao produto e ajudei a estruturar, com um time enxuto, uma nova capacidade de entrega baseada em contexto, governança, agentes e revisão humana.

Conversar sobre o projeto

Se você é recrutador e deseja assistir uma apresentação desse trabalho na íntegra, vamos conversar.

Próximo projeto: Gestão de Publicidade